Nossa História

NOSSA HISTÓRIA

UMA HISTÓRIA QUE NASCEU DA CURIOSIDADE.

De um kit Coopers na cozinha de casa à própria fábrica-bar em Interlagos. Cerveja de verdade, sem concessões — e, hoje, sem glúten.

A ORIGEM

TUDO COMEÇOU POR CURIOSIDADE.

A X Craft Beer não nasceu de um plano de negócios. Nasceu de um kit de cerveja da australiana Coopers, comprado pela internet, e da curiosidade de Alexandre Xerxenevsky — engenheiro de TI de profissão, cervejeiro por vocação. Era um hobby de fim de semana, à base de extrato de malte, sem nenhuma pretensão. Mas curiosidade que pega fundo não fica pequena por muito tempo.

Em 2010, Alexandre fez um curso de cerveja artesanal all grain em Campinas, no Bar do Brejas, com o instrutor Afonso Landini. Foi o salto da brincadeira para o ofício. E as três primeiras cervejas all grain que ele produziu tiveram um destino especial: foram servidas no almoço de formatura de Rogéria, no curso de Gastronomia do Senac, para as famílias dos formandos. Muito antes de existir empresa, marca ou fábrica, a história da X Craft já era uma história de dois — porque a Rogéria sempre esteve junto.

O PÓDIO

DA COZINHA DE CASA PARA O PÓDIO.

A virada de chave veio rápido. Em 2011, Alexandre se inscreveu no seu primeiro concurso e levou o ouro no II Campeonato Paulista de Cerveja Caseira, realizado pela Bamberg com a Acerva Paulista, com uma Belgian Tripel disputando com outras 21 cervejas no estilo. Ganhar logo de primeira mexeu com ele: em vez de se acomodar, decidiu se aprofundar.

Em maio de 2012, foi estudar microbiologia cervejeira no Siebel Institute, em Montreal. A casa ainda não era cervejaria, mas a cerveja já era de gente grande.

O ANO DA VIRADA

2014: O ANO EM QUE TUDO MUDOU.

Foi o ano que decidiu o resto. Por causa do trabalho em TI, Alexandre aceitou uma transferência para Brasília. Rogéria, que tocava uma empresa de eventos em São Paulo, fechou o próprio negócio para ir junto — e, de presente, ganhou dele um curso de sommelière de cervejas no Instituto da Cerveja (ICB). Com a mudança, em agosto, começou a fermentar a ideia de abrir uma cervejaria. Em outubro, Alexandre voltou ao Siebel, agora em Chicago, para estudar Tecnologia Cervejeira.

E, ainda como cervejeiro caseiro, ele viveu um 2014 difícil de repetir: teve duas receitas premiadas saindo de cervejarias de verdade ao mesmo tempo. A Tripel campeã de 2011 foi produzida pela Bamberg; e a sua Marzen/Oktoberfest — a Oberkorn — venceu o 5º Concurso Estadual da Acerva Paulista, dando a Alexandre o bicampeonato, e foi produzida pela Invicta, de Rodrigo Silveira, em Ribeirão Preto. Quando a sua cerveja já tinha provado, em escala comercial, que tinha lugar no mercado, abrir uma cervejaria deixou de ser sonho e virou consequência natural.

Em novembro, o casal encontrou o parceiro certo para o modelo “cigano”: a Trovense, do Helim, em Contagem (MG). E em 12 de dezembro de 2014 foi ao fogo a primeira brassagem da Angel Tripel da Microcervejaria X — a mesma receita campeã de 2011. É a data que Alexandre considera o nascimento da Micro X, a primeira cervejaria cigana do Centro-Oeste.

BRASÍLIA

A PRIMEIRA CIGANA DO CENTRO-OESTE.

Em janeiro de 2015, a Angel Tripel ficou pronta e chegou às mãos do público nos primeiros bares especializados de Brasília — abertos um a um por Rogéria, que trazia da carreira anterior, como gerente de contas de seguradoras, o traquejo comercial que o negócio precisava.

A boa recepção destravou tudo. Em 2015 vieram a Blanche do Cerrado, uma witbier batizada com o bioma que os acolheu, e a aposta na primeira edição do Piribier, em Pirenópolis — o primeiro festival de cervejas do Centro-Oeste. Foi lá que conheceram Reginaldo, da Klaro, em Goiânia, que abriu as portas da fábrica e fez a produção saltar de 500 para 3.000 litros por lote. Com mais capacidade, nasceram novos rótulos — entre eles a 61IPA, a primeira IPA da casa e pioneira no uso de Cryo Hops. O nome é uma homenagem a Brasília (61 é o DDD da cidade), inspirada na Goose Island 312 Urban Wheat Ale que Alexandre conheceu em Chicago — 312 é o prefixo de lá.

Mais do que crescer, a Micro X plantou cena. O modelo cigano que o casal levou à Klaro virou um negócio: depois deles, ao menos outras 40 cervejarias ciganas surgiram, a maioria produzindo na mesma fábrica — e muitas delas, com o tempo, montaram suas próprias estruturas, como a X faria mais tarde. Em 2016 nasceu o Acampamento Cigano, uma série de cervejas colaborativas com cervejarias amigas, comemorada em eventos abertos ao público. Foi também em 2016, em 18 de maio — data da morte de Ian Curtis —, que veio ao mundo a Shadowplay, uma New England IPA em homenagem ao Joy Division. Tirando a Pilsen, viraria a cerveja mais vendida da casa.

SÃO PAULO

DE VOLTA A SÃO PAULO, NASCE A X CRAFT BEER.

O trabalho em TI trouxe o casal de volta a São Paulo, e a cervejaria veio junto. Ainda como Micro X, a produção passou primeiro pela Invicta e depois pela fábrica do ICB, em Indaiatuba, sob a gestão de Alex Moraes — onde, mais uma vez, foram os primeiros ciganos a produzir.

Foi nessa nova fase que a marca encontrou sua forma definitiva. Na Micro X, cada rótulo tinha uma identidade visual própria, e faltava uma voz que costurasse tudo. Por influência do designer da casa, Alexandre Nani, nasceu em 2018 a X Craft Beer, pensada para unificar o portfólio sob uma identidade única e forte: Nani reformulou os rótulos que faziam sentido migrar e criou os novos.

A marca apenas assumiu de vez algo que já pulsava nas cervejas desde o começo: a paixão pela cena pós-punk e new wave. A Oberkorn já era um deep cut do Depeche Mode lá em 2014; vieram Freelove, Strangelove, Heaven, Black Celebration, Painkiller, Dressed in Black, Freestate e The Darkest Star, da mesma banda; Shadowplay, Double Shadowplay e Disorder, do Joy Division; Angel Dust do New Order. A carta de cervejas virou, para quem sabe ouvir, uma playlist — com homenagens para quem presta atenção.

Algumas dessas homenagens nasceram do acaso. A Fascination Street é uma delas: durante a produção de uma Shadowplay, uma queda de energia levou a cerveja para um caminho diferente do esperado. O resultado era bom demais para deixar passar — ganhou nome próprio e, com ele, trocou o Joy Division pelo The Cure.

UMA PLAYLIST PARA QUEM SABE OUVIR

DEPECHE MODE

Oberkorn · The Sun and the Rainfall · The Darkest Star · Freelove · Strangelove · Heaven · Black Celebration · Painkiller · Dressed in Black · Freestate · Peace · Suffer Well

JOY DIVISION

Shadowplay  · Disorder

NEW ORDER

Angel Dust

THE CURE

Fascination Street

TUDO OU NADA

A APOSTA QUE SALVOU A CERVEJARIA.

Em 2020, a pandemia colocou a história em xeque. Com o lockdown, as vendas chegaram a zero, e o modelo cigano — que exigia grandes volumes de produção — deixou de fechar a conta. A escolha era dura e binária: fechar as portas ou montar uma fábrica própria. Alexandre e Rogéria decidiram seguir em frente e gastaram o que tinham — e o que não tinham.

A nota de compra dos equipamentos é de março de 2021. Em outubro e novembro daquele ano, a fábrica própria entrou em operação em Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, no mesmo endereço que até então servia apenas de distribuição. Não foi uma expansão tranquila; foi um ano inteiro segurando a barra e construindo no escuro, no pior momento possível. A cervejaria que quase acabou foi justamente a que ganhou casa própria.

NOSSO DIFERENCIAL

100% SEM GLÚTEN DESDE 2024.

Em 2024, uma virada pessoal redesenhou a cervejaria. Preocupados com o próprio bem-estar, Alexandre e Rogéria passaram a apostar em redução de glúten e em cervejas menos alcoólicas — não como jogada de marketing, mas como um valor de vida virando produto. No fim daquele ano, Alexandre começou a correr; hoje encara meias-maratonas.

Hoje, 100% das cervejas da X Craft Beer são sem glúten, por ação enzimática — sem abrir mão de estilo nem de qualidade. São IPAs, lagers, sours e stouts que qualquer apreciador pode beber, incluindo quem precisa evitar o glúten. O domínio técnico do casal virou referência: quando a Advanta Seeds quis mostrar ao mercado que o sorgo também serve à alimentação humana, foi à X Craft que recorreu. E há cervejas que dizem a que a casa veio: a Galo Velho, uma Cold IPA, levou o 1º lugar de Melhor Lager Artesanal no Concurso CNA Brasil Artesanal de 2024; e a Things We Don’t Say nasceu de uma parceria com a Hope for the Day, dedicada à conversa sobre saúde mental.

A JORNADA

DE 2009 ATÉ HOJE.

2009–10

A CURIOSIDADE

Do kit Coopers ao curso all grain em Campinas, com Afonso Landini.

2011

1º OURO

Ouro no II Campeonato Paulista de Cerveja Caseira com uma Belgian Tripel.

2014

NASCE A MICRO X

Bicampeonato, mudança para Brasília e a 1ª brassagem da Angel Tripel em 12/12.

2015

A 1ª CIGANA

Angel Tripel nas ruas, Blanche do Cerrado, o Piribier e a 61IPA.

2016

ACAMPAMENTO CIGANO

Cervejas colaborativas e o nascimento da Shadowplay.

2018

X CRAFT BEER

A marca se unifica em SP, com rótulos que homenageiam o pós-punk.

2021

FÁBRICA PRÓPRIA

Depois de a pandemia quase encerrar tudo, abre a fábrica-bar de Interlagos.

2024

100% SEM GLÚTEN

Toda a produção fica sem glúten; a Galo Velho leva o 1º lugar no CNA.

CERVEJA DE VERDADE, SEM CONCESSÕES.

De um kit Coopers na cozinha de casa à própria fábrica-bar em Interlagos, a história da X Craft Beer foi escrita por dois fios que nunca se soltaram: as pessoas que apareceram em cada virada e a música que eventualmente assina os rótulos, sussurrada para quem tem ouvido. No fim, a missão segue a mesma do primeiro lote: cerveja de verdade, sem concessões. E, agora, sem glúten para todo mundo brindar junto.

Rolar para cima